segunda-feira, 10 de junho de 2013

Meditação ao ar livre




Meditação ao ar livre

Os mestres do passado meditavam sob árvores. Em cabanas ou cavernas, à beira de um regato, sentados em pedras ou pilhas de folhas secas. Desde Buda Shakiamuni os mestres são unânimes em ensinar: deve-se praticar aqui e agora, sem distinções ou delongas.

Hojes as grandes cidades são lugares complexos em que se vive separadamente, com raras experiências comunitárias. Com isso, a rede que une todos os seres não é percebida e muitas pessoas vivem uma vida de insatisfação. A mente fragmentada dispersa-se e o isolamento acentua-se.

Para retornar à unidade, há a prática do zazen shikantaza: apenas sentar, sem rejeitar ou reter nada, momento após momento, sem acrescentar ou eliminar nada, sem dar preferência a uma ou outra coisa. O que quer que surja na mente, deixar vir, deixar ir.

Ao ar livre, sem paredes, telhado, portas ou janelas. Sem propriedade, sem entrada ou saída, sem separação.

Sentar, praticar, limpar o local e seguir. Nada para levar, nada para deixar.


“Purifique a mente junto a um regato ou sob uma árvore.
Observe a impermanência sem descanso,
isso irá encorajá-lo a buscar o Caminho.”
(Keizan Zenji, Zazen Yojinki)